A origem de Tracuateua está relacionada a construção da ferrovia que ligava Belém a Bragança, que teve sua conclusão em 1908. O povoamento do município tem início na comunidade do Jurussaca, onde se abrigavam os índios Cariabas, negros refugiados, vindos de fazendas próximas a Bragança, além de imigrantes portugueses e espanhóis.
O nome do município é explicado pela presença de trabalhadores que abriam caminho para a ferrovia, e ao pararem para um lanche a beira de um rio, se depararam com muitas formigas, pretas e grandes, conhecidas como tracuás, nome de origem indígena. A partir disso o rio foi batizado com o nome de Tracuateua.
Com a chegada dos trilhos à Bragança, em 1907, Tracuateua se torna uma vila operária, abrigando nordestinos responsáveis pelo assentamento dos trilhos. Naquela época, residiam aproximadamente dez famílias que deram o nome de Bem do Rio ao povoado. Um nordestino de nome Luiz Pereira Lima, apelidado de Luiz ligeiro abriu um pequeno comércio para atender colonos e operários, que com o passar do tempo, se tornou um parada do trem para o abastecimento do comércio com produtos, como tabaco e farinha. Chegaram também outros comerciantes ao povoado, Francisco Bandeira, Antônio Pio dos Reis e Auto dos Santos Lisboa, que juntamente com Luiz, ligeiro ampliaram o comércio local através da ferrovia que também trouxe o desenvolvimento ao local passando a se chamar Alto-Quatipuru.
A partir do decreto-lei estadual nº 3131 de 31 de Outubro de 1938 o nome foi alterado para Tracuateua. Joaquina de Queiroz, uma fazendeira de Bragança, doou terras para a instalação da Estação experimental da cultura do fumo, através de decreto federal, em 1922. A criação desta estação foi de fundamental importância para a área agrícola e para o desenvolvimento local, pois, atraiu investimentos, gerou empregos, e mais tarde proporcionou a criação de obras, como os correios e postos meteorológicos.
Na economia, algumas pedreiras contribuíram para o crescimento de tracuateua, devido a extração e exportação de minério e também para o calçamento de ruas da própria localidade. Em 1936, o local se eleva a categoria de vila e são instalados um posto, uma escola e um mercado, todos funcionando em prédios alugados pela administração, que era feita por um fiscal municipal.
O setor econômico é afetado com o isolamento da vila, causado pela extinção da ferrovia, em 1965, e por isso o distrito ficou solitário, localizando-se a um quilômetro da rodovia PA-242, entre Bragança e Capanema.
Igreja de São Sebastião- Praça Matriz:





